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Certa manhã...
Certa manhã acordo sem poder respirar pelo veneno de um besouro que manipulei dentro do sonho que se passava no filme beleza roubada, acordo e olho pela janela com um céu muito azul, azul de cidade grande, mas vejo que a janela é pequena demais para ser do meu quarto e percebo que é a janela de um avião mas eu nem estava viajando nem nada e uma aeromoça bêbada e feia vem me perguntar se eu quero um dry martini ou vodca com leite de coco, como não, se escritores bebem tanto? Aeromoças não, essas são moças sérias que têm até namorado, às vezes filhos e sobrinhos, têm irmãos e batedeiras, que vida é essa de mulher sozinha, nem bebe, será rapidamente desmoralizada. Saindo do avião desço direto no bosque por uma trilha de frutas vermelhas e refrigerantes que dão pelos galhos e com uma trilha sonora vinda do inferno, cantada por aquela cantora pop que tem o coração do lado de fora do corpo acordo novamente dentro de algum pesadelo sob a colcha do Paquistão.
Escrito por Greta Benitez às 20h51
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